1º Capítulo: Hawaí. BYE BYE JASMINE
Como já era tarde da noite e eu não tinha nada para fazer, assim que todos haviam dormido fui até o meu quarto e sem fazer barulho retirei uma bermuda e uma toalha de dentro do guarda-roupa. Peguei minhas chaves, meu celular e desci para a piscina. Estava muito calor e eu ainda não estava com sono, então achei melhor dar um mergulho na piscina do hotel, apesar da piscina fechar ás 22h ninguém saberia que eu a usaria. Ou saberia? Ah, deixa pra lá. Lógico que tem funcionários que trabalham de madrugada, e por isso quando eu abri a porta da área onde havia um caminho para a piscina um segurança alto e moreno se dirigiu até a mim.
- O senhor sabe que a piscina não pode ter acesso depois das 22h. – O rapaz suava, não sei como estava agüentando aquele calor dentro daquele terno preto, senhor.
- Mas esta muito calor, você mesmo esta suando, por favor, eu só quero me refrescar um pouco. – Fiz uma cara de cachorro que caiu do caminhão de mudanças. Mas ele continuara sério. – O senhor tem filhas? – Perguntei, fugindo do assunto.
- Sim, tenho duas filhas, mas porque a pergunta? – Ele me respondeu confuso.
- Bem senhor... – Olhei para seu crachá – Senhor Caius, quantos anos elas tem?
- Samantha tem 15 e Rebecca 13. – Caius ainda estava confuso.
- São minhas fãs? – Coloquei a toalha e a bermuda em meu ombro e apoiei-me na porta.
- Sim, muito fãs suas. Completamente apaixonadas por você. – Ele sorriu, mas rapidamente ficou sério novamente. – Mas porque esta me perguntando isso Senhor Bieber?
- Quatro ingressos na primeira fila de meu show, e vocês três mais... – Olhei para as mãos dele em busca de uma aliança de casamento, e ele tinha. – sua esposa tem direito a entrar em meu camarim. – Ele ficou completamente surpreso, um enorme sorriso se fez em seu rosto. – Mas é claro com uma condição...- Ele ficou imediatamente sério e eu ri. – me deixe ir a piscina sempre que eu quiser?
- Está me subornando? – Ele se aproximou de mim.
- Não, apenas quero poder ter acesso à piscina sem ninguém pra me perturbar. – Ergui uma de minhas sobrancelhas e ele relaxou.
- Ok. – Ele ergueu seu braço e demos um aperto de mão.
- Te dou minha palavra que não estou blefando. Procure-me amanhã assim que chegar no hotel e nós acertamos tudo ok? – Ele fez sim com a cabeça, abri a porta e fui até a piscina.
Quando cheguei na área da piscina eu tive que pular ás grades, afinal estava tudo trancado. Bem, era de noite, ou melhor, de madrugada, estava tudo escuro, tirando as luzes de dentro da piscina e eu estava sozinho lá. Então fui para um canto completamente escuro, onde tinha uma mesa com um guarda-sol e deixei minhas coisas em cima. Tirei meu short jeans e meu chinelo, tirei minha camiseta e coloquei minha bermuda. Sentei-me na borda da piscina, colocando meus pés dentro d’água, molhei meus pulsos e logo em seguida minha nuca, melhor eu me acostumar um pouquinho com água, pois não queria ter um choque térmico. Mergulhei e água estava muito gelada. Fui nadando de ponta a ponta para o meu corpo se acostumar com a temperatura, até que acostumou. Fiquei naquilo uma hora mais ou menos, apoiava meus braços na borda da piscina e ficava vendo a água parada. Até que mergulhei novamente, nadei até a outra ponta da piscina ficando de costas para a entrada. Fiquei ali alguns minutos, pensando na minha vida, nas minhas fãs, na Jasmine... Até que ouvi alguém mergulhar. Virei-me assustado e vi que alguém dos cabelos pretos e longos se aproximava de mim. Tenho telepatia? Estava pensando em Jasmine a um segundo atrás e ela mergulha na piscina? Ela voltou à superfície, estava sorrindo, eu correspondi ao sorriso tirando uma mecha de seu cabelo do seu rosto. Sim, era Jasmine, não estou dizendo? Daqui a pouco a notícia cai na rede “Justin Bieber tem o dom de telepatia”. Eu comecei a rir e o rosto de Jasmine ficou confuso.
- Rindo de mim? – Ela disse enquanto sai da água e sentava na borda.
- Não. Eu estava pensando em você segundos atrás e você aparece. Por isso estou rindo. – Ela sorriu e eu também – E você ainda duvida quando eu digo que tenho telepatia. – Fiz não com a cabeça e dei um leve tapa em minha testa. Ela deu risada e socou meu ombro. Coloquei minha mão no local onde ela havia socado para amenizar a dor.
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